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A existência da violência na comunidade

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A existência da violência na comunidade

Mensagem  2017pinhocarpediem em Qua Nov 21, 2018 10:25 pm

Segundo o Dicionário da Houaiss da Língua Portuguesa, a violência refere-se a uma qualidade do que é violento, uma ação ou efeito de violentar, de empregar força física contra algo ou alguém ou intimidação moral, psicológica contra alguém.
Seguindo esta definição, compreende-se que a violência é um ato de crueldade onde há alguém que provoca a violência e alguém que a sofre. Dentro desta relação, o termo violência surge como um entendimento de sofrimento e angústia que se associa à vítima de um ato desta ação.
Desde os primeiros anos de vida que uma criança aprende e apreende que a violência é um ato condenável e que bater ou agredir verbalmente os outros não é uma atitude correta, nem deve ser exemplo a seguir. Neste contexto, desde o primeiro ciclo que são incluídos nos programas escolares directrizes que pretender ensinar às crianças atitudes corretas e aceitáveis e as opostas a estas. Estas directrizes assentam em ensinar às crianças que é errado agredir colegas, tanto fisicamente como verbalmente, assim como é correto respeitar os outros. É de acrescentar que ato de violência pode ser entendido como a realização de uma atitude. Torna-se importante referir a analogia com o conceito de atitudes, pois estas constituem elementos básicos das relações sociais e têm sido objeto de inúmeras investigações e, hoje em dia, com grandes repercussões a vários níveis, como por exemplo no comportamento dos indivíduos.
Deste modo, pode definir-se uma atitude como uma tendência, uma predisposição que orienta o indivíduo a agir e reagir de determinado modo perante algo, que tanto pode ser uma pessoa, um grupo social, uma instituição, entre outros. Estas atitudes manifestam-se através de expressões verbais ou não verbais, de opiniões e de comportamentos.
A partir de testemunhos escritos que nos que nos ficaram das antigas culturas da Índia, da China, da Ásia Anterior, do Delta do Nilo, a partir de mitos e contos populares, bem como de obras eruditas, pode-se depreender que os homens sempre reflectiram sobre o bem e sobre o mal e, por isso, é possível depreender-se que desde sempre reflectiram sobre várias situações que englobam a violência. Por mais impressionante que nos pareça o domínio crescente do mundo que nos rodeia, o certo é que a humanidade, apesar de todos os domínios da ciência e da técnica, da indústria, do comércio, das comunicações, apesar de tudo isso, somos ainda perseguidos por muitos aspetos e conflitos problemáticos, levando a aniquilarmo-nos mutuamente pela guerra e pelo crime, onde a violência é o suporte e o meio para atingir os piores fins.
Todos os dias dão-se centenas de atritos mais ou menos violentos e, dentro desta perspetiva há um fator que se torna importante decifrar, que é o fator da motivação da violência.
A violência surge no campo da agressividade e ao fazer referência a este vocábulo aflora-se a um dos temas mais difíceis e obscuros da psicologia. O motivo desta complexidade reside nas múltiplas aceções em que a palavra é utilizada e na falta de clareza quanto à origem deste fenómeno. Hoje em dia perspetiva-se que as primeiras origens da violência, da agressividade assentam sobretudo em frustrações, falando-se, por isso, numa violência/agressividade de frustração. Contudo, desde o início da vida do ser humano que se verificam frustrações, assim como se verificam causas e motivações para a hostilidade, mas por que razão e em que circunstâncias essa animosidade se desenvolve em grau diferente até se tornar ocasionalmente um perigo para os outros ou para o próprio individuo, é um problema que ainda se encontra longe de estar esclarecido. Sabe-se, através da Psicoterapia, que indivíduos, que durante anos reprimiram os seus impulsos de animosidade e, deste modo, amontoaram um grau de ressentimento considerável, se podem libertar pouco a pouco ou de forma explosiva, onde em ambas as situações trazem, de uma maneira geral, variadas e muitas consequências negativas.
No campo da violência podem ser distinguidos diferentes tipos de abuso, tais como a violência emocional ou psicológica que se refere a qualquer comportamento que tem como objetivo provocar medo ou sentimento de inutilidade. Neste âmbito as ação cometidas baseiam-se na prática do desprezo, do menosprezo, do insulto, da ameaça, do controlo e isolamento.
A violência social refere ao comportamento que tem como intenção controlar a vida social de alguém, como por exemplo, proibir alguém de visitar amigos, familiares, não deixar utilizar os vários tipos de comunicação existentes e ainda, em determinados casos, proibir mesmo que esse alguém saia de casa.
No campo da violência física, o agressor inflige dor física através de atos tais como dar pontapés, dar bofetadas, espancamentos, sufocar, usar armas, atirar objetos e até mesmo provocar a morte.
A violência sexual quando há uma obrigatoriedade de alguém realizar atos sexuais contra a sua vontade, seja consigo mesmo ou até com outras pessoas.
A violência financeira refere-se a qualquer comportamento que tem por objetivo controlar o dinheiro de alguém, sem que esse alguém o deseje.
Ainda dentro da violência destaca-se o ato de perseguir, com o objetivo de intimidar e atemorizar o outro.


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