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Violência nas relações homossexuais e contra os homossexuais

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Mensagem  2017pinhocarpediem em Seg Fev 18, 2019 8:43 pm

Numa visão positivista, podia-se considerar que numa sociedade designada “moderna”, “tecnológica”, já não haveria espaço para atos de violência de seres humanos contra outros seres humanos, assim como já não haveria espaço para preconceito em relação à liberdade sexual de cada pessoa. Contudo, tal não tem vindo a acontecer e, muito pelo contrário, são várias vezes que ouvimos notícias chocantes e perturbadoras dentro deste tema.
Mas, para sermos mais precisos, convém salientar que existem, sobretudo, dois tipos de violência que se destacam: a direta e a indireta. De forma direta, esta violência surge quando alguém agride um individuo quer pelo abuso físico, quer pelo verbal, assumindo o seu total preconceito e xenofobia perante o outro que é “diferente”. Vários são os exemplos destas situações, onde muitas das vezes surgem mesmo espancamentos brutais, só porque não se aceita a liberdade sexual do outro, considerando-se que se está a fazer um “bem à sociedade”. Muitas vezes os homossexuais são chamados de aberrações, de “paneleiros”, de parasitas, sendo que é revelado total desrespeito pelos seus direitos e pela sua dignidade. Basta uma pequena pesquisa pela internet, para conseguirmos exemplos deste tipo de violência que aqui se expõe. Contudo, existe outro tipo de violência, a que gostaríamos de chamar a “violência camuflada”. Este tipo de violência surge, muitas das vezes pelo próprio grupo de colegas, pelos amigos que não querem assumir que têm um “amigo gay”, “uma amiga lésbica”. Esta “violência camuflada” surge quando o amigo pede para “disfarçar”, para não se comportar e falar de determinada forma. Trata-se de violência psicológica, emocional, sendo que aquele que é homossexual não se sente aceite, não se sente respeitado, mas sente que os outros o evitam, sentem vergonha dele/dela. Esta descriminação pode, em caso de ausência de uma estrutura pessoal sólida, a vários problemas, em muitos casos chegando mesmo ao suicídio, principalmente quando os agentes que praticam a violência são do próprio seio familiar. Claro que, não podemos esquecer que tudo também é dependente da cultura de determinada sociedade. Por exemplo, partimos do princípio que a tolerância perante a homossexualidade é mais visível por exemplo em Portugal, do que num país muçulmano. Aliás, em alguns países árabes, a situação é tão grave, que quando alguém é “descoberto”, a sua sentença é a morte por enforcamento ou lapidação.
Deste modo, claro que se trata de um fenómeno extremamente complexo, doloroso até porque diz respeito à vida humana e essa não se deve reger por “avaliação das opções sexuais dos outros”, muito menos serem aplicados de violência, sejam eles de qualquer tipo, independente da cultura de cada grupo social.
Este assunto é bastante difícil de trabalhar, pois na verdade é pouco o material bibliográfico e documentado. Mas, após várias leituras, é possível chegar a algumas conclusões pertinentes e a interessantes reflexões. Quando se analisam várias notícias alusivas a estas situações de violência entre homossexuais, as mais graves estão relacionadas com os casais “gays”. Não há uma razão objetiva, concreta para tal realidade, mas ela existe. Alguns investigadores apontam para uma explicação: como se trata de relações entre homens, estes quando confrontados com a frustração de um acontecimento que muda a trajetória da união, assumem aquilo a que se chama na gíria de “comportamento másculo” que no fundo está nos genes de qualquer indivíduo, ligado ainda à nossa historicidade de sobrevivência nos primórdios da humanidade, logo as agressões são mais físicas, mais brutais e com consequências muitos graves e até, por vezes chocantes. Outra explicação relaciona-se com o próprio preconceito de que são muitas vezes vítimas, ou seja, entende-se que o tipo de relações homossexuais sofre uma pressão social mais elevada, em comparação com as designadas “relações normais” e, por este motivo, acarreta também maior pressão psicológica em quem vive a relação. Segundo publicado pelo jornal “Publico”, um estudo da Universidade do Minho concluiu que a violência entre os casais homossexuais e superior à dos heterossexuais.
A pressão psicológica encontra-se aliada a falta de apoio que ainda existe em relação a estas situações, tais como a falta de instituições de apoio à vitima masculina, à falta da própria situação jurídica adequada. No fundo esta situação é considerada como “não urgente” na sua resolução o que significa que muitos direitos ainda estão para conquistar, proporcionando, a situações de violência entre casais do mesmo sexo.

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