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A importância da leitura

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A importância da leitura

Mensagem  Filipa Sousa em Ter Set 15, 2015 10:39 am

Bula

    A literatura, sabemos bem, é uma disciplina da saúde. Claramente do universo da profilaxia, a literatura faz parte da nutrição, implica com as vitaminas, com o magnésio, o ferro, tem que ver com a robustez cardíaca. Alguns livros, defendo muito, são produtos de farmácia, deviam ser receitados nos hospitais e trazer bulas detalhadas que responsabilizassem os cidadãos para a urgência de ler. O mundo dos livros, no mínimo, tem de ser visto com o cuidado preocupadíssimo com que lidamos com a frescura dos legumes, o prazo dos iogurtes ou o comportamento dos ovos numa taça de água. Quem acha que vive bem das tensões, do colesterol ou da diabetes sem livros está enganado.
    Quando Antoine de Saint-Exupéry, em 1943, publicou O Principezinho, estava, talvez sem o haver completamente percebido, a oferecer ao mundo uma das obras mais cuidadoras de sempre.


Este foi o prefácio escrito por Valter Hugo Mãe e aqui retratado como uma "bula" para a nova edição (fiel à original) do livro "O Principezinho".

Concordas com esta "prescrição" e incentivo por parte do autor à leitura? O que terá a leitura de tão extraordinário para ser considerada "um produto de farmácia"? Consideras este livro "O Principezinho" uma "das obras mais cuidadoras de sempre"?
Idea Idea Idea
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O Desprazer de Ler

Mensagem  2015.Macedo em Seg Jan 09, 2017 11:06 pm

Porque é que muitas pessoas não gostam de ler?
Atualmente verificamos que existe uma enorme carência de leitores. Os motivos que levam a tal são muitos.
Por exemplo, quando temos que fazer uma apresentação oral de um livro e não sabemos qual escolher pedimos ajuda: se o livro sugerido tiver muitas páginas a nossa primeira reação é “Ei, não! O livro é muito grande, esquece esse”. Esta perspetiva, a meu ver está errada porque independentemente de ser um livro grande ou pequeno o que importa é o conteúdo. Por vezes é mais fácil gostar de um livro muito grande que nos leva a perceber a história “ tintim por tintim “ do que um livro pequeno que tenha uma linguagem muito rebuscada e que não consigamos entender.
Outro fator muito curioso que nos tira a vontade de ler livros é que muitos livros mundialmente conhecidos têm a sua versão em filme. Se nos mandarem escolher entre ler o livro ou ver o filme, provavelmente escolhemos o filme porque demora menos tempo e as imagens são mais apelativas.
De salientar ainda o foco que a maior parte dos alunos dispõe para uma prática que só é bem-feita se o aluno/leitor estiver predisposto para ler. Atualmente vemos um fenómeno mundial em que a maior parte da população consegue focar-se em atividades com aparelhos eletrónicos (jogos, filmes…) e cada vez mais têm dificuldades em ler (especialmente livros). Professores chegam a queixar-se da menor capacidade de entrega para a tarefa dos alunos que antes conseguiam ler obras literárias e gostavam das mesmas e as novas gerações já nem estão predispostas para ler devido ao menor foco e atenção dos nossos jovens.
Talvez as pessoas tenham pressa de viver e a vida agitada do dia-a-dia não se adequa ao tempo de leitura, que também é importante para as nossas vidas.

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Como e para quê ler

Mensagem  Lia_S4_15 em Sex Abr 21, 2017 9:06 pm

Todos os dias ouvimos pessoas a dizer, uma e outra vez, que "os jovens de hoje em dia não lêem" e que estão "sempre agarrados às tecnologias". Mas, afinal, o que torna "ler" tão fantástico?
A verdade é que há, de facto, vantagens para quem lê mais. Entre as quais, desenvolver a memória (um fã de Guerra dos Tronos, por exemplo, contacta com dezenas de intervenientes e enredos simultaneamente), a imaginação e pensamento criativo (afinal, temos de imaginar os locais, personagens, etc), para além de alargar o vocabulário e o conhecimento (incluem-se, claro, os livros mais "científicos", e não apenas os de ficção!).
Enquanto fã incondicional da leitura, poderia enumerar durante horas as razões pela quais não troco um livro por nada deste mundo (ou quase). Torna-se sem dúvida mais fácil exprimirmo-nos, tanto escrita como oralmente, apreendermos com mais facilidade o significado de dado texto ou interpretarmos um enunciado. A linguagem flui muito mais facilmente, caso existam hábitos de leitura mais ou menos regulares.
Mas será isto razão suficiente para forçar alguém a ler? Podemos então separar a sociedade: os que lêem ou não, os que são cultos e os que não são?
Não importa se gostamos ou não, a qualquer momento na nossa vida somos obrigados a ler um livro . As aulas de português, principalmente, são para muitos a fonte de horas sem fim, agarrados a um "calhamaço", como se costuma dizer, sem qualquer motivação para o ler para além do trabalho que temos de apresentar. Os Maias, Os Lusíadas, Amor de Perdição...títulos e títulos, que não ganham nenhum valor, pelo menos positivo, para quem lê, pelo simples facto de se tratar de uma experiência forçada, que não é espontânea, muitas vezes com limite de tempo. Para quem não gosta, é um enorme sacrifício, e mesmo para quem faz da leitura um hobbie...torna-se muito difícil encontrar alguma satisfação ou prazer.
Compreendo perfeitamente que, pelo menos em idades mais precoces, seja vital promover a leitura, pelas razões ditadas acima. O estudo dos temidos clássicos tem decerto o seu interesse, já que os próprios refletem a cultura de um povo, os hábitos, a evolução da escrita que tão importante é na sociedade.
O que por vezes me "deixa de pé atrás" é a atitude de quem defende estas leituras, e a forma como o fazem.
Como já disse, sou uma dessas devoradoras de livros, incapaz de ficar longe deles muito tempo. Tornam-se um refúgio, um escape, uma forma de desligar do mundo real, para durante um momento, concentrarmo-nos em algo que não os nossos problemas do dia a dia. É esta a verdadeira magia dos livros, essa capacidade de nos deslocarmos no tempo e no espaço. Fazem nos sentir emoções de uma forma que nunca pensámos ser possível, pelo menos por intermédio de tinta impressa no papel.
Muitos dos que lerem a minha participação vão pensar: "não sinto nada disto, em mim ler não desperta emoções absolutamente nenhumas..."
E aí é que está o problema. A nossa sociedade, principalmente as pessoas mais velhas, que cresceram com apenas livros como companhia, muitas vezes sem as "malditas tecnologias", tornaram a leitura algo quase religioso e obrigatório, a única forma de se ser culto, de aprender. E isso não podia estar mais longe da verdade.
A escrita é uma forma de arte, mas não é a única! Filmes, música, dança, desenho, as próprias séries que vemos na televisão, ou mesmo o desporto, tudo isso são formas de nos alienarmos da realidade e de aprender. Enquanto seres humanos, relaxamos, divertimo-nos e desenvolvemo-nos de formas diferentes. Nenhuma é mais nobre do que a outra. O valor de cada uma depende precisamente de cada um de nós, do espectador ou leitor. Confesso que, no meu caso, o cinema não me transmite sensações tão fortes como o ato de ler. Contudo, esta é uma experiência que depende das vivências e valores de cada um. Somos todos tão diferentes! Mais ou menos calmos, extrovertidos, aventureiros ou tímidos, todos temos formas diferentes de lidar com o que nos rodeia, e a leitura não é excepção.
Da mesma forma que para mim um dia inteiro passado a jogar futebol ou qualquer outro desporto não é de todo apelativo, imagino que duas ou três horas a ler sejam um verdadeiro pesadelo para outros!
Uma coisa é aceitar o valor da leitura (que, para mim, é enorme!); outra é querer que outros o façam.
Outro aspecto importante é que o valor de um leitor não se mede pelos livros que lê. Quantas vezes já ouvi "Ah, mas tens de ler esse, é tão conhecido/é um clássico/este autor é muito importante!" Para ser sincera, essas famosas palavras, que tantos já escutámos, desmotivam verdadeiramente quem se queira aventurar no meio dos livros.
Concluindo, e sem negar os benefícios óbvios para quem lê, a leitura deve ser encarada não como um remédio, algo desagradável mas que tem de se fazer, e sim como uma oportunidade para crescermos um pouco mais Very Happy

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Re: A importância da leitura

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