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A guerra

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A guerra

Mensagem  estrelinha em Seg Abr 11, 2016 7:26 pm

A guerra faz-nos estremecer, magoa-nos e mata muitos dos nossos sonhos e sorrisos que, muitas das vezes, não se conseguem sobrepor àquilo que os nossos olhos vêem. A paz é possível? Sim, eu acredito que ainda é possível, apesar de ter a consciência que será muito difícil atingi-la. Como o próprio Saramago proferiu: “É mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz. Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras. Mas foi sempre em nome da paz que todas as guerras foram declaradas.”
Acredito verdadeiramente que se todos nós seguíssemos verdadeiros princípios e valores, a guerra não teria que ser, um mal necessário e inevitável.
O ser humano, por vezes, não consegue exercer autodomínio sobre si próprio. A vontade de ter o controlo da situação, o poder e a ambição leva-o a agir, a ponto de matar. Muitas das vezes cada um de nós tem de parar, parar para pensar e para ouvir e tentar entender os outros, mesmo sem concordar, possuirmos autocontrolo para aceitar.
Temos de respeitar os outros, da mesma forma que queremos ser respeitados pelos mesmos. Todos temos opiniões diferentes mas, para as impormos, teremos de argumentar convenientemente, segundo os nossos pontos de vistas e pensamentos, e não partir desde logo para uma violência dispensável e supérflua.
Se acreditarmos em algo há que ter ambições, e ambicionar não só em determinados momentos, há que querer agora e aqui, amanhã e onde quer que se esteja, e mais do que isso, querer mesmo sabendo que não predomine facilmente.
O que falta e deveria de existir nos nossos dias, é a interpelação de que se a guerra será realmente necessária.
Cada vez mais somos assombrados por notícias relacionadas com a guerra um pouco por todas as sociedades do mundo.
E será que já pensámos nas pessoas que perderam familiares ou amigos queridos para a guerra? Será que eles conseguem suportar a ideia de que morreram em vão? Será que algum dia tudo isto terá um fim?

estrelinha
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Guerra

Mensagem  tudotemummotivo2015. em Ter Abr 12, 2016 9:13 pm

Estrelinha, questionas se as pessoas, que perderam familiares ou amigos próximo, conseguem suportar a ideia de morrerem sem um fim.
Este fim de semana, por coincidência, vi um filme sobre a 2ºGuerra Mundial e que de certa forma responde à questão levantada por ti. No filme em questão a atriz acaba por se apaixonar por um soldado inimigo, mesmo sabendo que o marido foi capturado. Mas o mais marcante do filme, e que nos põe a pensar, é que em tempo de guerra é que o real caráter das pessoas vem ao de cima, ou seja, revelam-se no seu melhor ou no seu pior. Algumas pessoas demonstram a sua determinação em ajudar os outros e não temem a morte, pois para eles pior que morrer é morrer de forma indigna. A história da humanidade está cheia de pessoas anónimas que foram heróis ou monstros.
Aconselho, vivamente, a ver esta linda história de amor!

P.S o filme passou no Telecine 2 no Sábado e chama-se "suite francesa", a não perder mesmo!

tudotemummotivo2015.
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A Natureza da Guerra

Mensagem  SusanaAJ em Qua Abr 13, 2016 2:15 pm

" Perguntar porque é que lutamos é perguntar porque é que a folhas caem. Está na sua natureza...Talvez haja uma pergunta melhor..."


A História da Humanidade está repleta de episódios de natureza bélica, sendo que, são estes que moldam a estrutura da sociedade.
Como seres produtores de cultura que somos, apenas seria de esperar que um cenário destes fosse imensamente vulgar, pois ao construirmos novas modas e ideais temos a tendência de aplicar-lhes uma forte componente emocional.
Deste modo, qualquer indivíduo que tente contrariar os nossos pensamentos torna-se nosso inimigo e, muitas vezes, um alvo a abater.
Tome-se com exemplo Adolf Hitler, que se ergueu contra os judeus e consequentemente contra inúmeros países, pois estes punham em causa as suas práticas.
Assim, enfrentamos diariamente uma guerra que aparenta não ter fim, cruzando inúmeros campos de batalha ao longo da vida.
Desde as pequenas e insignificantes desavenças com amigos e família até às catástrofes mundiais... A nossa existência é significado de animosidade e vingança, de confrontação e violência.
Um mundo com paz é, por isso, uma aspiração deveras inútil, é como tentar impedir que as folhas caiam das árvores. Mesmo com a existência de monitorização nada mudaria! Aliás, a situação simplesmente tomaria um aspecto mais obscuro e aí ser-lhe-ia dado, à guerra, o nome de revolta ou de revolução.
Sempre existirá algum tipo de luta neste planeta... nem que um dia só reste aquela que, por vezes, tentamos ignorar, sendo ela a que tem mais importância.
A nossa guerra pessoal, individual e emocional estará sempre presente.
Assim, todos nós somos combatentes, todos nós somos peças de xadrez. No entanto, ao contrário das peças de xadrez, que desempenham um determinado papel predefinido, cabe-nos a nós escolher se somos o peão que só olha em frente no seu percurso (nunca sequer visualizando toda a realidade), andando uma casa de cada vez ou se somos o cavalo que consegue passar por cima das outras peças.
Se não conseguirmos ultrapassar os obstáculos que nos são impostos, se não formos capazes de sobreviver neste mundo inóspito que requer que manchemos as nossas mãos de sangue, se não entrarmos nesta guerra de espada em riste... estamos perdidos.
Para nos integrarmos numa sociedade impermeabilizada contra o sofrimento e a sensibilidade, é necessário empunharmos, com toda a nossa força, o nosso sentido de resistência.
Mas, mais importante do que isso, é imperativo parar para pensar e perguntarmos a nós próprios "Pelo que é que vale a pena lutar?"
Esta sim, é a pergunta pertinente! Em vez de nos preocuparmos cegamente com as inúmeras guerras que florescem, interrogando-nos sobre o porquê da sua existência, deveríamos focar as nossa energias nos motivos que nos movem a integrar essa luta e que fazem com que concretizemos o que alguns possam denominar de impossível.
É esta pergunta que nos obriga a refletir sobre os nossos atos e a revermo-nos por dentro e é a sua resposta que nos diferencia dos outros.
Teorizar sobre o aspeto aparente da guerra de nada vale... No entanto, devemos destacar os motivos que possam tornar este fenómeno, negro com laivos da cor do sangue, aceitável.

SusanaAJ
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Re: A guerra

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