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Relação Homem-Animal

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Relação Homem-Animal

Mensagem  2015.inespalmeirao em Dom Maio 15, 2016 2:41 pm

Eu sou completamente apaixonada por animais nomeadamente cães , quando o meu cão picasso ,no qual cresceu comigo   , morreu ,senti-me completamente devastada , não estava preparada para perde-lo ao fim de tantos anos cheios de recordações e alegrias, assim como ninguém esta pronto para perder algo ...
Passado meses de angustia pela perda de um ser inigualável a minha mãe ofereceu me um cãozinho bebé que se encontrava numa cestinha na sala de estar,numa tarde de calor no preciso momento que eu tinha chegado a casa .
O meu sentimento ao ver aquele ser era inexplicável , ele era tão frágil, pequeno e adorável... Cada dia que passava estava cada vez mais a gostar  da experiência de o educar . Ao longo do tempo aprendi que não somos só nós que temos de o educar ,eles também  nos educam pelo facto de  ensinar vários aspetos como o amor, a responsabilidade pois tenho de ir com ele á rua , dar lhe comer nas horas certas , brincar com ele , a lealdade porque ele depende de mim e por vezes tenho de tomar decisões  para o seu bem -estar entre outras ...
É engraçado como ele consegue me interpretar  como quando estou em baixo, ele   vem  para a minha beira e pede me mimos, através daqueles olhinhos cor de avelã profundos cheios de carinho e doçura. Basta os seus olhos para eu me teletransportar para a sua mente e  saber  o que ele pretende.
Acho que a relação entre o dono e o animal é algo especial que acaba por ser  efémero...
...

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Relação entre o Homem e os Animais

Mensagem  mafaldasalmeida em Seg Maio 01, 2017 4:19 pm

Desde que o animal foi domado, amansado, para depois ser domesticado, a sua interação com o ser humano foi mudando. Atualmente, eles passaram a ser considerados pelas famílias que os adotam como um “integrante” do grupo. É notório o aumento do número de lares que incorporam como co-habitantes seres de outras espécies que não a humana: cães, gatos, iguanas, hamstes, pássaros, peixes, serpentes, entre outros.
As pessoas idosas gostam de ter animais para lhes servir de companhia. Cães e gatos são como que uma terapia para problemas de solidão. As pessoas idosas buscam, também, alguém de quem possam cuidar e trocar afeto.
As pessoas residentes em casas agregam a segurança e sentem-se mais seguras com um cão por perto, buscando a companhia de animais de médio e grande porte. Pelo fato de ficarem mais tempo em suas residências, um animal de estimação ajuda a preencher o tempo, fazendo companhia, além de dar e receber atenção. Adultos com filhos em crescimento cada vez mais valorizam a posse de animais uma vez que psicólogos apoiam o melhor desenvolvimento das crianças quando estes crescem perto de animais.
Há cada vez mais casais jovens à espera de possuir animais de estimação. É crescente o número de pessoas, especialmente mulheres, que vivem sozinhas e que fazem dos cães e gatos suas companhias. São pessoas dispostas a direcionar parte de sua renda para garantir a saúde e o bem-estar dos seus companheiros de quatro patas. (Sete entre dez americanos hoje tratam os seus animais de estimação como filhos.
Por outro lado, por mais desculpável que isso possa parecer, assemelhar o cão ao pequeno ser humano é um erro biológico que pode revelar-se perigoso para o animal. A humanização dos animais pode conduzir a uma animalização dos seres humanos, particularmente no âmbito dos assassinatos por um capricho qualquer. Assim, não devemos permitir que o amor pelos animais substitua o amor pelos seres humanos, chamando uma tal preferência de eticamente perigosa ou de perigo moral. O ser humano que, desiludido e amargurado pela fraqueza dos homens, retira seu amor da humanidade e o deposita sobre cães e gatos, está cometendo um pecado grave, uma repulsiva perversão social.
Os bichos são como vitaminas que nos fortalecem contra ameaças invisíveis; como cintos de segurança nos protegendo contra os desastres da vida; como sistemas de alarmes proporcionando um sentimento de segurança.
Note-se como as novas necessidades sociais acabaram por criar outros motivos para aquisição de um animal de estimação. O animal hoje em dia já é um ser que compõe a nossa cultura, chegando a estar presente até nas atividades terapêuticas. À psicologia atual agrega-se a terapia mediada por animais.
O homem trouxe para junto de si os animais. Convidou-os para serem seus coabitantes. Como já quase não há áreas específicas a serem habilitadas exclusivamente por humanos e outras por animais – pois pela domesticação algumas espécies estão entre nós – passando estes a compartilhar algumas atividades humanas, tanto em áreas urbanas como rurais. Esta aproximação intensifica-se à medida que a civilização se torna mais angustiada. Pode-se constatar que os animais são pois, seres componentes da cultura – exemplos em que podem-se notar que os animais são coadjuvantes em muitos comportamentos do ser humano, de modo que este crie instituições destinadas a assegurar a subsistência daqueles, a fim de perpetuar essa relação; em que esses seres acabam compondo até mesmo os valores espirituais, simbolizando um avatar, como ocorre no cristianismo ou sendo um animal totêmico, em que acabam representando, muitas vezes, o único ser relacional ou o mais importante para algumas pessoas.
Levinson, (1987) citado por Bergler (1988), relatou que 33% das clínicas psicológicas do Estado de Nova Iorque recorrem a animais de estimação como recursos terapêuticos, sendo os cães os preferidos. Talvez pela sua constante disposição para dar afeto e contato corporal o tempo todo e em todas situações, juntamente com aquela inocente confiança que os cães incansavelmente manifestam para com os humanos. Essa confiança por parte dos cães elicia uma resposta recíproca dos humanos, que são preparados para por sua confiança num cão e para sentir responsabilidade pelo animal.
A necessidade que temos uns dos outros, em parte espiritual, em parte física, ajuda-nos a ser felizes e saudáveis. E respeitar o animal, com suas verdadeiras necessidades fisiológicas, biológicas e psicológicas nos fará viver em maior harmonia.

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Relação entre os homens e os animais

Mensagem  Ana M em Sab Set 23, 2017 2:50 pm

Ao longo de milhares de anos, o homem tem vindo a interagir, e cada vez mais ativamente, com os animais, criando relações com cada vez mais espécies. Isto é natural, visto que todas as espécies animais, incluindo os humanos, têm a necessidade de interagir com outras, já que todos partilhamos o mesmo planeta. Mas será que essas relações são as mais corretas?
Desde que eu nasci, até aos doze anos, eu tive um cão – um Husky cinzento e branco lindíssimo. Eu cresci com ele e para além de o tratar como um membro da família, amava-o como tal. Quando ele morreu foi horrível, não só para mim, mas também para a minha família. Se ele não significasse nada para nós, não teríamos sentido a sua falta quando ele nos deixou, mas a verdade é que ele deixou um sentimento de vazio nas nossas vidas e nos nossos corações. Porque ele era muito mais do que um simples cão. Ele fazia parte da nossa família e da nossa vida, pois nós tínhamos com ele uma profunda relação de amor e amizade. A verdade é que o ser humano não cria relações apenas com os da sua espécie – ele também cria relações com os animais. Há pessoas cujas relações com os animais até são melhores do que as suas relações com pessoas. E não há mal nenhum nisso. O problema é que, principalmente ao longo das últimas décadas, as pessoas têm começado a exagerar na domesticação e humanização dos animais. Antigamente, principalmente até ao século passado, os animais eram vistos como seres inferiores e não tanto como parte da família. Isto é, se nós desenhássemos uma pirâmide, a espécie humana ficaria no topo, e as restantes espécies animais ficariam abaixo dos humanos. Mesmo aquelas pessoas que tinham animais de estimação e os tratavam com carinho e amor, continuavam a vê-los como seres pertencentes a uma classe inferior, que não mereciam ser tratados com o mesmo respeito que os humanos. Eu, pelo contrário, prefiro não ver uma pirâmide, mas sim uma espécie de círculo em que animais e pessoas estão todos misturados. Há já algumas décadas, ter animais de estimação começou a virar “moda”, digamos assim, pois cada vez mais pessoas pretendem, ou têm a necessidade de ter pelo menos um animal de estimação. Atualmente até já há inúmeras clínicas veterinárias por todo o mundo, bem como leis que protegem certas espécies de animais e que proíbem os maus tratos a animais. E, mesmo assim, ainda há muita gente que os maltrata, e a maior parte da sociedade ainda se rege pela pirâmide que eu falei mais acima, mesmo que muitos não o admitam nem a eles próprios, isto é, fazem-no inconscientemente. Por exemplo, às vezes, quando queremos dizer que alguém é maltratado e sujeito a condições desumanas, dizemos que essas pessoas “são tratadas como animais”, como se os animais merecessem ser maltratados ou sujeitos a más condições. Isto é só um exemplo para demonstrar como nós, mesmo inconscientemente, ainda vemos os animais como menos importantes. No entanto, no extremo oposto às pessoas que maltratam os animais, há aquelas que os humanizam demasiado, o que também não é bom, porque ao fazerem isso estão a retirar completamente a verdadeira essência de cada espécie animal. Por exemplo, há pessoas que vestem exageradamente os animais, mesmo percebendo que eles se sentem desconfortáveis, ou então lhes pintam as unhas, o pelo, põe montes de acessórios ou, pior, obrigam-nos a adotar hábitos humanos que não se adequam ao animal em questão, não lhes dando liberdade para se comportarem de forma natural.
Para concluir, e na minha opinião, a base de qualquer boa relação é o respeito mutuo, e isso também se aplica na relação com os animais. Por isso, devemos sempre tratar os animais com respeito, pois só assim podemos obter o seu respeito também e, eventualmente, o seu amor e carinho (dependendo da natureza de cada espécie).

Ana M
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Re: Relação Homem-Animal

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